Governo Civil de Lisboa – Página Web

February 4th, 2007 by nuno

Perguntaram-me se sabia onde era o governo civil de lisboa. Como não há nada como pesquisar na internet, deparei-me com esta bela página que contém uma imagem extremamente alegre e saudável da nossa sociedade.

Governo Civil de Lisboa

A imagem denota tão bom gosto, e é tão adequada à página em que está inserida, que até fico admirado que quem a escolheu não tenha optado antes por uma de um cão atropelado com as tripas de fora, de um sem-abrigo que morreu de frio sozinho no meio da rua ou uma velhota a ser agredida e assaltada por um toxicodependente.
Porquê ficar-se só pelo touro com uns ferros espetados no corpo?

Claro que podemos contactar o Governo Civil de Lisboa e sugerir-lhes exactamente isto. Aliás, secções de contacto não faltam naquele site. Até fornecem um email.

Proibição de Touradas na União Europeia

January 22nd, 2007 by nuno

[via pipocasecarochas]

INTERNATIONAL MOVEMENT AGAINST BULLFIGHTS
MOVIMENTO INTERNACIONAL ANTI-TOURADAS
MOVIMIENTO INTERNACIONAL ANTITAURINO
MOUVEMENT INTERNATIONAL ANTI CORRIDAS
www.iwab.org
IMAB@iwab.org

Amig(a)os,

No dia 15 do corrente mês quatro eurodeputados apresentaram uma declaração escrita com a finalidade de proibir as touradas na UE, bem como os subsídios dados aos ganadeiros de touros de lide.

O prazo termina a 15 de Abril de 2007
Até esta data a declaração já foi assinada por 22 eurodeputados, no entanto, necessitamos de uma maioria para que a mesma possa ter seguimento.

Na nossa website lançamos uma campanha de apoio a esta iniciativa.
Em http://www.iwab.org/campaignspor.html
encontrarão os endereços dos eurodeputados, uma carta modelo bem como o texto completo da declaração escrita.

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A Extinção dos Touros?

December 6th, 2006 by nuno

Num post anterior, um tanto ou quanto fora do contexto, recebemos este comentário:

Quando num dos argumentos contra as touradas vejo isto escrito:
Independentemente de tudo isto, o mais importante é deixar claro que perpetuar uma espécie de animais apenas para que estes possam ser usados em espectáculos que se baseiam no seu sofrimento não é um acto nobre nem louvável. E muito menos favorável ao próprio animal. Se é para isso, que se extingam!
fico a pensar que raio de defensores dos animais são estes!
Será que realmente gostam de animais… já cuidaram de algum?
Vivo no meio de gente dos toiros e digo que são pessoas que amam os animais e sacrificam a sua vida para cuidar deles.

Obviamente que o comentário é bem vindo, mas merece uma análise, e pelos vistos uma explicação.

É necessário notar que esse excerto de texto pertence à página argumentos, mais especificamente ao item:

Se não fossem as Touradas e os seus adeptos, a raça dos Touros Bravos já estava extinta.

Tal como todos os outros itens dessa página, esta é uma reposta a “desculpas” – jamais se poderão classificar como “argumentos” – usuais que os aficionados gostam de declamar como justificação para a existência de um espectáculo bárbaro e que não tem justificação possível, muito menos nos dias de hoje.

Essa frase é precedida de outras que no seu conjunto, como se não bastasse a sua individualidade, refutam esse argumento tão patético.

Se não fossem as Touradas e os seus adeptos, a raça dos Touros Bravos já estava extinta.
Isto é evidentemente falso. Os Pandas e outros animais que correram risco de extinção nunca serviram para as Touradas e continuam a existir. Felizmente existem no nosso país reservas e espaços destinados a que determinadas raças subsistam caso os seus habitats naturais não o permitam. De qualquer forma com certeza de que os aficionados que dizem tanto amar os Touros se esforçariam para que estes sobrevivessem mesmo que não servissem para nada.
Independentemente de tudo isto, o mais importante é deixar claro que perpetuar uma espécie de animais apenas para que estes possam ser usados em espectáculos que se baseiam no seu sofrimento não é um acto nobre nem louvável. E muito menos favorável ao próprio animal. Se é para isso, que se extingam!

Ou seja, esta frase específica não é um argumento contra as touradas, mas sim um argumento que destrói um outro argumento absurdo, que tenta defender a existência das mesmas.
Isto significa que não é de modo algum aceitável que uma qualquer raça ou espécie seja criada – tanto no sentido da manipulação genética como da sua manutenção – apenas porque esta serve para ser explorada e abusada em actividades cruéis e que resultam no seu sofrimento e morte.
Possivelmente os fazendeiros ficavam radiantes quando as escravas tinham filhos pois viam nestes mão-de-obra, ou lucro se quisermos. Já as escravas não deveriam ficar felizes por estarem a condenar os próprios filhos a uma vida de exploração e sofrimento.

Em relação ao comentário:

fico a pensar que raio de defensores dos animais são estes!

Uma pessoa não gostar de ver (ou simplesmente ter conhecimento de que existe) um animal a sofrer, a sangrar, a ser torturado, a ser espancado, a ser morto, … não implica de modo algum que a pessoa seja considerada ou se considere defensora dos animais.
Hoje em dia esta preocupação está associada a outros conceitos como a educação, sensibilidade, cultura, respeito, altruísmo, …
Uma das características do ser Humano é distinguir o certo do errado, o bem do mal, pelo que bom que usufruamos dela.

De igual modo, uma pessoa não tem de gostar de animais para repudiar o seu sofrimento ou os actos de crueldade contra estes.
Ser indiferente aos animais, tal como ser indiferente a certas pessoas, não implica de modo algum ser indiferente ao seu sofrimento, a atrocidades ou injustiças cometidas contra estes.
Não me parece que eu tenha de andar a fazer festas a todos os cães pelos quais passo na rua para ter direito de me insurgir contra alguém que está a espancar um.

Por outro lado, dizer que se “gosta” de, ou até se “ama” um animal e mesmo que se “sacrifica a sua vida para cuidar dele”, quando o objectivo é na realidade sacrificar, maltratar, torturar e fazer sofrer esse mesmo animal, não é mais que um absurdo ou um pensamento doentio.
Claro que se pode tentar perceber o significado de “gostar” ou “amar” neste contexto. Certamente não é nobre, … ou o que se esperaria de tais palavras… Certamente que se enquadra mais na linha do fazendeiro que “gosta” dos seus escravos, ou do traficante ou violador que “ama” as crianças que negoceia, explorar ou abusa.
Sejamos realistas, “gostam” de lucro e “amam” o seu investimento que por acaso é um animal. Um animal bastante evoluído que sofre às custas deste “gosto”.

Será que realmente gostam de animais… já cuidaram de algum?

Apenas poderei responder por mim. Não os como, não os visto, não os uso. Não lhes faço mal. Sim, já cuidei e cuido de vários.

Curiosamente, os animais de que as pessoas normalmente cuidam não lhes trazem quaisquer benefícios económicos – directa ou indirectamente –, antes pelo contrário. Parece ser um gosto desinteressado… autêntico….
Dificilmente se acredita que estas pessoas se regozijassem a ver os animais de que gostam a serem espetados com ferros, a serem cruelmente torturados, a sofrerem até à morte…

Um Hino à Cobardia… em Vídeo

November 7th, 2006 by nuno

[kml_flashembed movie="http://youtube.com/v/uHR9FZrnQQ0" height="425" width="350" /]

Bem a propósito do post anterior…
[Via Ajudem-nos]

Bravura, Valentia… ou Cobardia?

October 25th, 2006 by nuno

Muitas vezes oiço ou vejo menções às palavras bravura ou valentia para descrever e defender as actuações dos toureiros nas touradas.

À primeira vista até pode parecer que é apropriado ou justo usar tais palavras, especialmente porque sempre nos habituámos a ouvi-las neste contexto.
Ao imaginarmos um Homem a defrontar um touro podemos acreditar que este tem de ser muito corajoso, dotado de uma loucura heróica e poética. Afinal um touro é um animal bravo, feroz, pesa uns 500 Kg, tem uma força desmedida e uns cornos ameaçadores. Colocar-se à frente dele e ainda combatê-lo não é definitivamente para qualquer um! Um confronto leal e justo, em que o toureiro arrisca a vida a cada segundo.

O problema é que as touradas não são mais que um espectáculo de ilusionismo onde o que parece ser não o é, e as verdades não são mais que mentiras. Já tive a oportunidade de ouvir que as touradas são a arte de enganar o touro – grande mérito para um ser humano! – mas eu diria que as touradas não são mais do que a arte de torturar o touro e enganar algumas pessoas.
Obviamente que o touro não é um animal feroz nem agressivo. O touro é herbívoro, não é um predador, não caça ou mata, não ataca outros animais. Como tal, a sua reacção natural é fugir. Se o touro ataca, é como reacção a uma série de torturas e por não ter para onde fugir, ou seja, fá-lo como defesa.

Desde que o touro é retirado do campo, o seu habitat natural, onde era livre, dá-se todo um processo cujo objectivo e o resultado é debilitá-lo e enfurecê-lo.
Com o transporte para a praça e o aprisionamento nos curros, os touros perdem entre 40 a 50 Kg, devido ao stress do encarceramento.
É no transporte que começa a violência física: os touros são espancados e picados ao serem conduzidos.
Já nos curros, os cornos são-lhes cortados a sangue frio enquanto estão enjaulados e imobilizados. São colocadas protecções nos cornos, tudo para proteger o toureiro. O touro acabou de perder a sua única defesa e parte da sua orientação.
O barulho e os gritos das pessoas característicos do ambiente assustam o touro.
São administradas drogas e laxantes que lhes provocam diarreias. Untam-se os olhos com vaselina ou outros produtos irritantes que lhes dificultam a visão.
O touro é mantido às escuras até ser de repente, empurrados para a luz da arena.
O touro está extremamente assustado e enfraquecido. Já se encontra ferido e há muito que está em sofrimento. O touro fugiria se pudesse. Já todos vimos imagens do touro que entra a correr em pânico e salta para as bancadas…
Não é muito difícil apercebermo-nos das expressões e reacções de pânico e confusão manifestadas, desde que o touro entra na arena, e que vão aumentando com a tortura.

Fazer com que o touro dê umas corridas atrás de um cavaleiro ou realize umas investidas contra uma capa apenas serve para o cansar e levar à exaustão.
Durante a tourada e conforme as características desta, são espetadas no touro lanças, bandarilhas e outros ferros. Independentemente das características destes ferros ou arpões, todos provocam bastante dor e sofrimento, rasgando tecidos e carne, dilacerando músculos e vasos sanguíneos. As hemorragias em que o touro perde vários litros de sangue são bastantes evidentes. O touro é ainda acometido de febres imediatas.
As bandarilhas continuam espetadas (até o touro regressar ao curro onde são arrancadas a sangue frio), simples facto que aliado ao seu peso, contribuem para que com cada movimento do touro as feridas internas aumentem e o seu sofrimento se acentue.
Todas estas feridas e lesões impedem que o touro levante a cabeça e actue de maneira normal.

É diante de um touro moribundo que forcados mostram a sua bravura e matadores mostram a sua arte e valentia.

O toureiro – ser supostamente inteligente – está em cima do cavalo, usa armas, esconde-se atrás de protecções de madeira, tem para onde fugir, e é auxiliado por outros indivíduos em caso de necessidade.
A tourada não é mais do que um espectáculo viciado, totalmente manipulado, e feito à medida do Homem. Não tem nada de justo ou equilibrado, e muito menos de digno.
O vencedor é sempre o mesmo, e é anunciado à partida… tal como as vítimas.

Quantos toureiros morreram em touradas? 10 em 50 anos! E nos últimos anos? E em Portugal?
Provavelmente muitos menos que pessoas a jogarem futebol, e certamente muitos menos que a fazer surf, snowboard, ou outros quaisquer desportos chamados “radicais”, que se considera que envolvem bravura e que supostamente e explicitamente nada têm a ver com violência ou crueldade.
Em palcos onde há guerra ou violência, pode-se pensar em jornalistas, bombeiros, médicos, que não estando envolvidos na mesma, ou tentando salvar vidas, perdem a sua.
Nas touradas são sempre os touros a morrer (na arena ou não), e até os cavalos. É uma desproporção alucinante.
Sejamos realistas: a tourada não envolve riscos para os toureiros, é tudo controlado e condicionado.
E racionalmente analisando, cada um segue o seu caminho em direcção à sua actividade. Uma possível valentia é substituída por gosto, interesse, vontade, dedicação e acima de tudo experiência. Não temos de fazer todos o mesmo ou gostar das mesmas coisas, pelo que dizer “então vai lá tu” não serve de nada.

Maltratar, atacar, enfrentar qualquer animal (Humano ou não) quando se sabe que este não tem a mínima hipótese de ganhar, nem tão pouco defender-se, é pura cobardia.
As touradas não são mais que um hino à cobardia Humana.

Touro Sangue Bandarillhas

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